sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Origem (Inception)

ou: um sonho dentro de um sonho, dentro de um sonho, dentro de um sonho.


A Origem (Inception)
Diretor: Christopher Nolan
Elenco: Leonardo di Caprio, Ellen Page, Ken Watanabe, Marion Cotillard, Tom Hardy
Escrito por: Christopher Nolan
EUA, 2010
Nota no IMdB: 8.9






Christopher Nolan, há alguns anos apenas um diretor e roteirista pouco conhecido, conseguiu convencer produtores a levar Batman de volta aos cinemas após o fracasso de "Batman e Robin" (1997). Em 2005 estreou o elogiado e bem-sucedido "Batman Begins", com Christian Bale no papel principal tratando de dilemas como medo e dualidade, temas até então inexplorados na série. Três anos depois, colocou Heather Ledger como o Coringa em um papel marcante em "Batman: Cavaleiro das Trevas", o último da vida do ator. Um diretor afeito a produções experimentais  comandou as sequências que se tornariam sucesso de público e crítica sobre o heroi dos quadrinhos. Os produtores que relutaram em recriar o universo de Gotham City após o hiato de oito anos desde o filme de Joel Schumacher não se arrependeram. Estavam em boas mãos. 

Nolan já tinha apresentado seus métodos em "Amnesia" (Memento), no qual a linearidade da história  é abandonada para acompanhar o drama que acomete o protagonista, vivido por Guy Pearce, um homem que perde a capacidade de adquirir novas memórias.

A mais recente produção de Nolan, entretanto, atinge um extremo narrativo singular, que trafega novamente entre as bordas da memória e do real. "A Origem" (Inception) transporta o espectador para realidades paralelas construídas dentro dos sonhos dos personagens. Mais que isso, os próprios sonhos são intrincados em outros sonhos, deixando para quem assiste a surpresa da descoberta de elementos concretos para distinguir, de fato, um sonho do outro e da realidade. 




O objetivo disso tudo não é nada politicamente correto. Leonardo di Caprio (Cobb) constrói realidades paralelas para roubar ideias enquanto as vítimas são induzidas ao sono. Até que recebe uma proposta para inverter a operação: ao invés de retirar uma ideia, deverá plantá-la, para mudar os rumos de disputas empresariais. Este fato traz à tona acontecimentos trágicos da vida de Cobb, que ajudam o espectador a entender as motivações e métodos de trabalho do personagem. 

Para o diretor/roteirista "construir" mundos paralelos dentro dos sonhos, utiliza uma equipe de especialistas para recriar realidades. Há o químico responsável pela sedação, os atores do sonho e a arquiteta (Ariadne, vivida por Ellen Page, em atuação destacada) responsável por desenvolver labirintos (figurados) e as cidades (literais) que são retratadas. 

Com fôlego narrativo impressionante, há que se destacar como o filme analisa a relação entre tempo e espaço (a cada nível de sonho, a sensação é distinta, bem como a percepção da duração dos acontecimentos) e também as descobertas da arquiteta. Quando percebe que em uma realidade virtual tudo pode desobedecer às leis físicais, Ariadne literalmente enverga prédios, ruas e nossos sentidos, em tomadas de tirar o fôlego. 





"A Origem" ganhou quatro Oscars em 2011 - nas categorias técnicas de melhor Fotografia, Efeitos Visuais, Edição de Som e Mixagem de Som.  O filme mais intrigante do ano merecia mais, inclusive por ter concorrido como Melhor Filme, Roteiro Original, Trilha Sonora Original e Direção de Arte. 

sábado, 19 de março de 2011

O Grande Desafio (The Great Debaters)

O Grande Desafio (The Great Debaters)
Diretor: Denzel Washington
Elenco: Denzel Washington, Nate Parker, Jurnee Smollett e Denzel Whitaker
Escrito por: Robert Eisele e Jeffey Polo
EUA, 2007
Nota no IMDb: 7.6




Denzel Washington em um drama racial. Desta vez, além de protagonista, como diretor. Em um papel quase oposto ao furioso Malcom X (de Spike Lee, 1992), quando viveu o ativista radical que pregava a violência e a mobilização incansável na luta pelos direitos civis dos negros.

“O Grande Desafio” (The Great Debaters) passou batido em 2007, mas devia ter recebido mais atenção. Chegou ao Brasil direto em DVD, sem exibição nos cinemas. Uma pena. É baseado na história verídica de Melvin Tolston (Washington), poeta e professor do pequeno Wiley College, no Texas dos anos 1930, um barril de pólvora para quem, a despeito da formação cultural, não tinha direitos por causa da cor da pele. Tolston reúne estudantes para a equipe de debates estudantil e utiliza métodos nada convencionais para ensiná-los e cativá-los. Henry Lowe (Nate Parker), Samantha Booke (Jurnee Smollett) e James Farmer Jr. (Denzel Whitaker) são os pupilos prodígios de Tolston numa jornada de expressão das imensas habilidades intelectuais e no descobrimento das próprias fraquezas.




O tema dos debates, mais que sua apresentação, afinal, forma a espinha dorsal do argumento. Questões caras à época são tratadas pelos estudantes e envolvem a defesa/negação de políticas econômicas e culturais, referentes à situação dos negros nos EUA na primeira metade do século 20. A inclusão em Universidades e a igualdade civil são mostradas do ponto de vista de gente comum que não tinha direitos garantidos por lei nem legitimação cultural para tanto, situação irracional que perdurou, em termos legais, até a metade do último século na nação mais influente do planeta.

Mais duas questões que merecem nota: a cena com citações a Gandhi e Thoreau ("A desobediência civil"); e as passagens em que brancos e negros defendem um ponto de vista para o bem comum, alertando que a igualdade de direitos civis não se conquista devolvendo o preconceito justificado pela opressão anterior. 


segunda-feira, 7 de março de 2011

Bruna Surfistinha

Bruna Surfistinha
Diretor: Marcus Baldini
Elenco: Deborah Secco, Cássio Gabus Mendes, Drica Moraes, Critina Lago, Fabiula Nascimento.
Escrito por: José de Carvalho, Homero Olivetto e Antônia Pellegrino.
Nota no IMDb: 6.1





O fim-de-semana de estreia de "Bruna Surfistinha" nos cinemas levou o filme à segunda melhor bilheteria do ano para os primeiros dias em cartaz (considerando também filmes americanos). 400 mil pessoas assistiram ao longa de Marcus Baldini nos três primeiros dias, representando um marco no cinema nacional. Principalmente se for levado em conta que a produção já tem a sétima melhor bilheteria da Retomada do cinema brasileiro (a partir do fim dos anos 90), mesmo sem a chancela da Globo Filmes. Talvez uma das únicas bilheterias de sucesso sem o apoio de mídia da Globo Filmes, que costuma garantir o sucesso de muitas produções. 

À parte questões empresariais, se você já conhece a história de Raquel Pacheco, menina de classe média que larga a vida na casa dos pais para ganhar dinheiro como garota de programa, não vai se surpreender muito com o filme. Principalmente se já tiver lido o "Doce Veneno do Escorpião", livro biográfico escrito pela protagonista em 2005,  com o jornalista Jorge Tarquini, no qual detalha razões para suas escolhas e o contato com diversos clientes. Está tudo ali: a indiferença com a família adotiva - principalmente com o pai e o irmão -, a falta de amigos e de interesse na escola - e conflitos nos primeiros contatos com a sexualidade -, a decisão de virar garota de programa durante uma busca por emprego e a dificuldade para se habituar à profissão. 



Deborah Secco, no papel de Bruna, nome adotado por Raquel - que mais tarde ganharia a outra alcunha por ser a Bruna, "aquela que parece uma surfistinha", manda no filme. Todas as atenções estão voltadas para ela o tempo todo, e a atriz se sente bastante à vontade com isto. Mesmo em cenas constantes de nudez e sexo, a Deborah demonstra confiança e segurança para conduzir o papel. Até em cenas mais fortes, quando a garota exagera nas drogas, Deborah sabe transitar neste universo e não deixa o ritmo do filme cair. Atuação muito firme. 

O objetivo é o mesmo de qualquer garota que se prostitui – ganhar dinheiro. Mas, por nunca ter passado fome, por ter sido garota de classe média a abandonar o conforto da casa dos pais para fazer programas, há um interesse das outras mulheres por entender os motivos de Bruna e uma vontade de clientes por conhecê-la. Com a fama que conquista no meio, faz um blog que vira febre na internet. Ao comentar a atuação dos homens e expor seus pensamentos, revela que uma garota de programa, afinal, tem expressões próprias e sabe, também, ouvir quem a paga. Boa parte dos que a procuram só querem atenção: não só sexual, mas como fuga da vida que levam.



Para quem pensa em Bruna Surfistinha como um caso limite, de uma garota que largou tudo para viver de sexo por prazer ao que fazia, o filme desmascara essa visão. Ela está lá por dinheiro. Claro que teria oportunidades na vida que suas colegas mais pobres nem sonhariam, mas a expectativa por ganhar dinheiro rápido a fez tomar tal decisão. E mantê-la a qualquer custo. As garotas com quem convivia faziam questão de dizer que, à parte os motivos que as levaram para a prostituição, teriam outras profissões logo que pudessem largar a sobrevivência pelo sexo. A decadência de Bruna acompanha a trajetória com as drogas, em especial, a cocaína. Todo o dinheiro ganho se esvai com dividas em compras luxuosas e com o pó, numa realidade bem conhecida nos grandes centros.

A degradação moral é escancarada em cada cena – não no sentido moralista da questão, mas na exposição a condições adversas e à perda da intimidade a que mulheres se sujeitam em busca de um sustento – mas não é explorada pela personagem. Tudo é tratado com bastante naturalidade, mesmo em momentos críticos que gerariam questionamentos sobre suas escolhas. A visão do filme – condizente com a do livro - não carrega este conflito; sua decisão já foi feita e Bruna deveria ir até o fim. Ou até quando quisesse parar, abandonar o personagem e começar uma nova vida, uma nova Raquel, anos depois. Todo mundo sabe que isso foi feito e, a obra conta, em parte, quais caminhos ela traçou. 


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

And the Oscar went to.....

....to Anne Hathaway e Mila Kunis!!





O Oscar 2011 foi o ano dos favoritos. Poucas surpresas na 83ª edição da premiação.
O mundo inteiro já sabe que foi o ano do "Discurso do Rei".
Melhor Filme, Melhor Diretor (Tom Hooper) e Melhor Ator (Colin Firth). E ainda Melhor Roteiro Original (escrito por David Seidler).
Natalie Portman, favorita, foi escolhida como Melhor Atriz, por "Cisne Negro".
"O Vencedor" também mereceu destaque. Melhor Ator Coadjuvante (Christian Bale) e Atriz Coadjuvante (Melissa Leo).
"A Rede Social" ganhou como Melhor Roteiro Adaptado (Aaron Sorkin), Trilha Sonora e Edição.
"A Origem" ganhou prêmios técnicos. Fotografia, Mixagem de Som, Edição de Som e Efeitos Visuais.
"TOy Story 3" foi premiado como Melhor Canção Original (We belng togheter) e Melhor Animação.
"Lixo Extraordinário", cotado pela crítica especializada para o prêmio de Melhor Documentário, perdeu para "Trabalho Interno", que trata da crise financeira que assolou os EUA há dois anos.
"Alice no País das Maravilhas" ganhou o Melhor Figurino e Direção de Arte.
Outros premiados:
Curta de Animação - "The Lost Thing"
Curta Metragem - "God of Love"
Documentário Curta Metragem - "Strangers no More"
Maquiagem - "O Lobisomem"


"Bravura Indômita", concorrente em nove categorias, não foi escolhido em nenhuma. Mas teve o mérito de levar os Faroestes de volta aos holofotes e marcar a volta do gênero à premiação. 127 horas, com seis indicações, também não recebeu a estatueta.


O Oscar é um festival que privilegia filmes lançados perto do fim das inscrições e que se esquece de boas produções lançadas no começo do ano? Quem merecia ter sido indicado este ano mas ficou de fora? Você gostou dos vencedores?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Mil Anos de Orações

Mil Anos de Orações / Thousand Years of Good Prayers
Diretor: Wayne Wang
Elenco: Henry O, Feihong Yu, Pasha D. Lichnikoff
Escrito por: Yiyun Li
EUA, 2007
Nota no IMDb: 6.6



É conhecido de filmes asiáticos o costume de construir narrativas lentas, com poucos diálogos e tomadas longas e sóbrias. Não se pode colocar todas as produções sob as mesmas características, até porque há diferentes estilos de filmagens e preferências autorais bastante diferentes espalhados pelo oriente, mas, no presente caso, a afirmação funciona. Tudo bem, o filme é americano. Mas tem o mandarim como língua principal e o diretor é o chinês radicado nos EUA Wayne Wang. "Mil Anos de Orações" (Thousand Years of Good Prayers) trata da comunicação (parca) entre pai (cientista aposentado da China tradicional) e filha (imigrante americana, inserida na cultura ocidental). Ou será sobre o choque cultural resultante dessa descoberta e das relações familiares que se seguirão? 

A película traz quase nenhuma trilha sonora, exceto pelo piano suave em momentos seletos. A fotografia é discreta e dá preferência para tons sóbrios e escurecidos e a construção linear do roteiro norteia o que, a partir dos diálogos, é explicado sobre o passado e sugerido para o presente. Nem sempre o que acontece é mostrado. 

Mr. Shi, comunista e de costumes conservadores (apesar de criticar a Revolução Cultural e os rumos tomados pelo poder), conhece alguns costumes ocidentais e um pouco do inglês, o suficiente para se movimentar pela cidade e fazer compras enquanto a filha - Yilan - passa o dia no trabalho. Ele veio da China para ajudar a filha recém-divorciada, que no entanto não se mostra receptiva no reencontro com o pai. Os conflitos familiares - ou a falta deles, ou ainda a falta de diálogo sobre eles - são mostrados em paralelo com uma nova amizade do senhor aposentado. Curiosamente, ele conversa mais com uma iraniana, com quem faz amizade no parque, do que com a própria filha. Conversa em inglês rudimentar, num esforço de ambos lados para se fazer compreender. Por se compreenderem mutuamente, por serem naturais de terras em conflito e terem uma relação de certa prosperidade e distanciamento com a América. 



Os espaços públicos das tomadas estão quase sempre vazios. Mesmo em uma metrópole, mesmo na estação de trens, parque, mercado, ponto de ônibus. Nada de superpopulações, mas ainda há pressa.  Os subúrbios limpos da classe média, os desempregados e casebres em ruínas até o centro. As placas em destaque para o consumo, realidades que Mr. Shi observa pelo vidro dos veículos. "Vou de trem. Você quer que eu conheça a América, mas, como vou vê-la se estiver voando acima de todas as coisas?" questiona o pai a certa altura quando Yilan tenta convencê-lo a viajar de avião pelo país.

O filme nada tem relacionado com seu título, no sentido denotativo que poderia vir a ter. Não há monges ou meditações, a despeito do silêncio que permeia insistentemente a quase hora e meia de produção. Em determinada cena, Yilan revela um ditado que afirma a demora para a construção de relações. "São necessários três mil anos de orações para alguém dividir um travesseiro, para cruzar um rio em um barco com alguém". O provérbio original ainda completa que, para pai e filho, talvez sejam precisos apenas mil anos. Espírito do tempo de uma cultura milenar, justificativa para a falta de um relacionamento aproximado e afetivo com quem quer que seja.  Talvez por isso, ela demonstre sentimentos sempre em inglês, nunca em mandarim. E justifica para o pai que nunca havia visto ele e a mãe se expressarem afetuosamente na língua materna. Apenas no comportamento, sim, mas não por palavras. Por isso ela ri em inglês, fora uma outra cena, crucial para a comunicação entre os dois. 

Produzido em 2007, "Thousand Years of Good Prayers" ganhou o prêmio de Melhor Filme e Melhor Ator no Festival Internacional de San Sebastian e não se destacou no circuito comercial, não é sua vocação. Mas reflete sobre o afeto familiar, mesmo distanciado, e sobre a comunicação em falta, questões universais para qualquer época ou relacionamento. 


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Birds on the Wires

Não é exatamente "cinema" como estamos acostumados. Mas trata-se de um vídeo pensado a partir de uma foto num jornal. Pássaros em fios de eletricidade. O publicitário e músico Jarbas Agnelli achou aqueles fios parecidos com pautas musicais, e a distribuição dos pássaros, com notas. Reproduziu a cena como uma partitura, e o vídeo resultante ficou entre os vencedores da primeira edição do "YouTube Play - Bienal do Vídeo Criativo", em outubro de 2010. 

Bom motivo para pensar sobre criatividade e inspiração. O vídeo é esse aqui:

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Berlim 2011 - Mostras e indicações ao Urso de Ouro

O Festival de Berlim perde em prestígio apenas para Cannes, quando se fala em eventos dedicados ao cinema na Europa. E o Urso de Ouro, o cobiçado prêmio a ser anunciado em 19 de fevereiro, aponta os concorrentes com chances em 2011. A Mostra principal se inicia no próximo dia 10 e terá a participação de 22 filmes.
Dos 16 filmes em competição para o Urso de Ouro, 13 têm estreia mundial programada para Berlim, para comprovar o prestígio do Festival que chega à 61ª edição. Destaque para a estreia de Ralph Fiennes como diretor em "Coriolanus", baseado na peça homônima de Shakespeare. Filmado em Belgrado, também leva Fiennes como protagonista.

Vencedor do Urso de Ouro em 2008 por "Tropa de Elite" e protagonista de uma controvérsia por causa da premiação, José Padilha volta a  Berlim com o segundo filme da série, a ser exibido em uma mostra paralela. A continuação "Tropa de Elite 2", por esse motivo, deve ficar de fora do hall de polêmicas. Outros dois brasileiros participam de mostras paralelas: "Os Residentes", de Tiago Mata Machado terá apresentação no espaço Forum, para produções experimentais, e o curta "Ensolarado", de Ricardo Targino, integra a mostra Generation, para o público adolescente.

Os latino-americanos serão representados na mostra competitiva por Paula Markovitch e "El Premio", sobre uma mulher marcada pela ditadura argentina e Rodrigo Moreno, com "Un Mundo Misterioso".

Fora de competição, Werner Herzog e Win Wenders, expoentes do cinema local, exibem filmes em 3D. Graças à tecnologia, Herzog realizou "Cave of Forgotten Dreams", documentário sobre a exploração em uma caverna francesa e Wenders homenageia a bailarina Pina Bausch em "Pina". Wnders aponta a terceira dimensão como um ponto forte de integração entre público e coreografia por meio do filme. A abertura ficará por conta de "Bravura Indômita", releitura dos irmãos Cohen para faroeste feito em 1969 com John Wayne no papel principal.


Cena de "Pina", de Win Wenders


Candidatos ao Urso de Ouro 2011:


"A Torinoi Lo" (The Turin horse), Bela Tarr, Hungria/França/Alemanha/Suíça/EUA.
"El premio" (The prize), Paula Markovitch, México/França/Polônia/Alemanha.
"Jodaeiye Nader az Simin" (Nader and Simin, A Separation), Asghar Farhadi, Irã.
"Les contes de la nuit" (Tales of the night), Michel Ocelot, França.
"Margin Call", J.C. Chandor, EUA.
"Saranghanda, Saranghaji Anneunda" (Come rain, come shine), Lee Yoon-ki, Coreia do Sul.
"Schlafkrankheit" (Sleeping sickness), Ulrich Koehler, Alemanha/França/Holanda.
"The forgiveness Of blood", Joshua Marston, EUA/Albânia/Dinamarca/Itália.
"Un mundo misterioso" (A mysterious world), Rodrigo Moreno, Argentina/Alemanha/Uruguai.
"V Subbotu" (Innocent Saturday), Alexander Mindadze, Rússia/Alemanha/Ucrânia.
"Bizim Buyuk Caresizligimiz" (Our grand despair), Seyfi Teoman, Turquia/Alemanha/Holanda.
"Coriolanus", Ralph Fiennes, Grã-Bretanha.
"Odem" (Lipstikka), Jonathan Sagall, Israel/Grã-Bretanha.
"The Future", Miranda July, Alemanha/EUA.
"Wer wenn nicht wir" (If not us, who), Andres Veiel, Alemanha.
"Yelling to the sky", Victoria Mahoney, EUA


Exibições na mostra principal, que no entanto não competem ao Urso de Ouro:
"Bravura indômita", Joel e Ethan Coen, EUA (filme de abertura).
"Almanya - Willkommen in Deutschland" (Almanya), Yasemin Samdereli, Alemanha.
"Les femmes du 6eme etage" (Service entrance), Philippe Le Guay, França.
"Mein bester Feind" (My best enemy), Wolfgang Murnberger, Áustria/Luxemburgo.
"Unknown", Jaume Collet-Serra, Alemanha/Grã-Bretanha/França.
"Pina", Wim Wenders, Alemanha/França.